Ligação Direta - Notícias
Salvador, 23 de Julho de 2017

Crise econômica atinge profissionais da área de comunicação

A economia brasileira tem vivido momentos difíceis. A crise, que tem afetado vários setores, como o de energia e combustíveis, acabou refletindo no mercado de trabalho. A comunicação é uma das muitas áreas do universo corporativo que vem sofrendo com as demissões. Na Bahia, grandes empresas do ramo resolveram reduzir o número de funcionários. O economista Paulo Maurício comentou sobre o assunto.

 

"Como toda economia, as estruturas de comunicação não passaram à margem das condições que estamos vivenciando. Elas tiveram que fazer um reordenamento da estrutura financeira, uma análise do plano de negócios e algumas reduções de custos. Mas isso é normal do próprio processo de mudanças de cenário. A economia está passando por um momento conturbado e nenhuma empresa ia passar incólume disso".

 

A repórter Thamara Santos, trabalha em uma emissora de TV no município de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador. Ela ainda não sentiu na pele os impactos dessa crise, mas afirma que há uma certa apreensão diante do cenário atual.

“Felizmente, até o momento, a gente não tem sentido essa crise, mas quando se olha pra o cenário nacional, consegue perceber sim. São demissões de funcionários de grandes emissoras, pessoas que a gente nunca imaginava, âncoras de jornais saindo da bancada. Isso realmente nos assusta”, disse.

 

Em muitos lugares isto já é uma realidade. Diversas empresas estão sendo

obrigadas a enxugar o quadro de funcionários e até mesmo reformular a jornada de trabalho. Situação complicada para quem vai e para quem fica. Segundo a produtora e assessora de comunicação Aline Damázio, o número de funcionários diminuiu, mas a quantidade de tarefas, não.

 

“A gente está com redução de postos de trabalho em várias áreas e isso resulta em uma carga horária pra quem fica. Tem que fazer o trabalho de dois em menos tempo e com a mesma qualidade”, relatou.

 

Aline tem esperança que esta seja apenas uma fase. Ainda de acordo com a produtora, essas demissões em massa são reflexos de uma crise econômica. “Como isso já é de praxe no mercado de jornalismo, a gente conhece várias outras crises que aconteceram, eu espero que passe. Creio eu que é a crise financeira, que não deve ser crise intelectual, não deve ser crise de papel, não deve ser crise de leitores ou internautas que estão lendo menos o nosso trabalho. Eu espero que seja só financeiro, que é mais fácil de sanar”, afirmou.

 

Produção: Andressa Oliveira, Diogo Henrique e Priscila Sena

 

 

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