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Salvador, 23 de Outubro de 2018

Morre Charles Aznavour, o embaixador da canção francesa

Dono de uma carreira com números superlativos, ele compôs mais de mil músicas - Foto: AFP

O cantor francês Charles Aznavour morreu aos 94 anos, informaram nesta segunda-feira, 1º, jornais locais na França. Dono de uma carreira com números superlativos, ele compôs mais de mil músicas, gravou mais de 100 álbuns, vendeu 200 milhões de discos e fez mais de 60 filmes.

Chamado de "Frank Sinatra da França", o artista de ascendência armênia nasceu numa família de artistas em 22 de maio de 1924. Aos 9 anos, já estava atuando no palco. Chamava-se, então, Shanour Vaginagh Aznavourian. Tinha uma bela voz, mas talvez não se tivesse tornado mito sem a ajuda de uma madrinha.

Na verdade, de uma amante. A lendária Edith Piaf ouviu-o cantar, sentiu-se arrebatada por sua virilidade e o integrou ao seu show, levando-o em turnê pela França, até os EUA.

Rebatizado Charles Aznavour, tornou-se o cantor e compositor do amor. Poliglota, cantou - e compôs - os próprios sucessos em várias línguas. "Que c'Est Triste Venise", ou "Com'è Triste Venezia", "How Sad Venice Can Be". "Elle/She". E muitas outras.

Sua amizade com outros artistas rendeu parcerias. Elvis Costello fez uma versão de "She" para a comédia romântica "Um Lugar Chamado Nothing Hill". Plácido Domingo gravou a versão de Aznavour para "Ave Maria". E cantaram com ele Fred Astaire, Bing Crosby, Ray Charles e Liza Minnelli.

Apesar da pequena estatura, 1m60, era um gigante no palco. O mito ultrapassou-o e, no Japão, como Char Aznable, virou personagem de uma famosa animé de ficção científica, "Mobile Suit Guindam". No cinema, fez um pequeno papel em "O Testamento de Orfeu", de Jean Cocteau, e estrelou "Atirem no Pianista", policial de François Truffaut adaptado do escritor David Goodis, ambos em 1960.

No mesmo ano, "A Passagem do Reno", de André Cayatte, venceu o Leão de Ouro em Veneza, derrotando Rocco e Seus Irmãos, de Luchino Visconti. Outros filmes importantes: "Thomas l'Imposteur", de Georges Franju; "Vidas em Jogo/Folies Bourgeoises", de Claude Chabrol; "O Tambor", de Volker Schlondoreff; e "Ararat", de Atom Egoyan.

Estadão // AO

Postado em 01 de Out 2018 as 14 : 50 : 00

 

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